De Pitimbu até a Barra de Cunháu-pedalando entre falésias e rios.

De Pitimbu até a Barra de Cunháu-pedalando entre falésias e rios.

Depois de sair de Recife e chegar em Maria Farinha, continuei minha expedição pelo litoral nordestino vivendo exatamente aquilo que mais gosto no cicloturismo: estrada, vento no rosto, paisagens incríveis e a liberdade de seguir pedalando sem pressa.

Três dias de cicloturismo entre Paraíba e Rio Grande do Norte. Entre os dias 20 e 22 de abril de 2026, percorri três novos trechos da viagem, saindo de Pitimbu, passando por Cabedelo e Barra do Camaratuba, até chegar na belíssima Barra do Cunhaú, no Rio Grande do Norte.

Foram dias intensos, cheios de cenários inesquecíveis, praias paradisíacas e aquela conexão única que só a bicicleta proporciona.

20 de abril de 2026 — De Pitimbu até Cabedelo

Terceira perna de Pitimbu a Cabedelo, aquecimento concluído, chegamos na nossa meta diária planejada, 74 km

O dia começou cedo em Pitimbu, no litoral sul da Paraíba.

Pitimbu tem aquele clima típico das pequenas cidades litorâneas nordestinas: tranquilidade, ruas simples, pescadores saindo para o mar e praias praticamente intocadas.

Antes mesmo de começar a pedalar, já era possível sentir que seria um daqueles dias especiais.

O céu estava aberto, o vento soprava forte vindo do oceano e o mar acompanhava boa parte do percurso.

Essa foi a terceira perna da viagem e posso dizer que ali o corpo já começava a entrar totalmente no ritmo da expedição.

O aquecimento estava concluído.

As pernas já entendiam o esforço diário, a mente já estava conectada com a estrada e tudo começou a fluir de maneira muito natural.

Durante o trajeto, fui passando por áreas litorâneas belíssimas da Paraíba, observando coqueirais, praias extensas e pequenos vilarejos espalhados pelo caminho.

O litoral paraibano impressiona justamente por conseguir misturar beleza natural e tranquilidade.

Sem exagero, em vários momentos parecia que eu estava pedalando dentro de um cartão-postal.

A chegada em Cabedelo trouxe aquela sensação boa de meta cumprida.

Os 74 quilômetros planejados para o dia haviam sido concluídos com sucesso.

Cabedelo e a força do encontro entre rio e mar

Cabedelo-Por MTur Destinos – https://www.flickr.com/photos/mturdestinos/40846847842/, Domínio público, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=128955386

Cabedelo é uma cidade cheia de personalidade.

Localizada na região metropolitana de João Pessoa, ela abriga alguns dos cenários mais interessantes do litoral paraibano.

Um dos grandes destaques da região é o encontro do Rio Paraíba com o oceano Atlântico. A paisagem mistura mar aberto, manguezais, embarcações e áreas históricas que fazem a cidade ter uma energia muito própria.

Outro ponto marcante é a famosa Praia de Intermares, bastante conhecida entre surfistas e amantes do mar.

Além disso, Cabedelo também guarda o histórico Forte de Santa Catarina, construção que remonta ao período colonial e que carrega parte importante da história da ocupação portuguesa na região.

Chegar pedalando em um lugar assim faz tudo ganhar ainda mais significado.

21 de abril de 2026 — De Cabedelo até Barra do Camaratuba

Quarta perna de Cabedelo a Barra do Camaratuba, 60.km

Por Matheus Jampa da Silva – Obra do próprio, CC BY-SA 4.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=91359242

No dia seguinte, saí de Cabedelo rumo à Barra do Camaratuba.

Foram 60 quilômetros pedalando por alguns dos trechos mais bonitos do litoral nordestino.

A cada quilômetro, a paisagem parecia mudar.

Em alguns momentos, o visual era dominado por praias abertas e coqueirais infinitos. Em outros, o caminho passava por áreas mais preservadas, cercadas por vegetação nativa e pequenas comunidades litorâneas.

O vento continuava sendo um personagem constante da viagem.

Às vezes ajudava. Às vezes dificultava. Mas fazia parte da experiência.

E é justamente isso que gosto no cicloturismo: não existe controle absoluto. Você aprende a respeitar a estrada, o clima e o próprio corpo.

22 de abril de 2026

Quinta perna de Barra de Camaratua à Barra do Cunhaú, 44 km

22 de abril de 2026

Quinta perna de Barra de Camaratua à Barra do Cunhaú, 44 km

A chegada em Barra do Camaratuba foi simplesmente espetacular.

O lugar é um verdadeiro refúgio natural localizado já na divisa entre Paraíba e Rio Grande do Norte.

Barra do Camaratuba impressiona pela natureza preservada, pelas falésias, pelo encontro do rio com o mar e pela sensação de isolamento em relação aos destinos mais turísticos do Nordeste.

O mar tem uma beleza selvagem.

A região mistura rios, manguezais, mata atlântica, praias praticamente desertas e um visual cinematográfico.

Foi impossível chegar ali e não parar alguns minutos apenas contemplando tudo ao redor.

Esses momentos fazem qualquer esforço valer a pena.

De Barra do Camaratuba até Barra do Cunhaú

22 de abril de 2026

44 km pedalando pelo litoral do Rio Grande do Norte

O terceiro dia desse trecho da expedição começou com uma sensação muito boa.

Depois de tantos quilômetros acumulados nos dias anteriores, o corpo já estava totalmente adaptado ao ritmo da viagem.

Saí de Barra do Camaratuba rumo à Barra do Cunhaú pedalando sem pressa, aproveitando cada detalhe do caminho.

Foram 44 quilômetros cercados por cenários incríveis do litoral potiguar.

O Nordeste tem algo especial para quem gosta de viajar de bicicleta.

As cores parecem mais vivas. O vento parece mais intenso. E o mar está sempre presente.

Barra do Cunhaú e o espetáculo do Rio Curimataú

Por Júnior Miranda – Obra do próprio (Arquivo pessoal), Domínio público, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=2256713

Chegar em Barra do Cunhaú foi mais um daqueles momentos marcantes da viagem.

A pequena vila localizada no município de Canguaretama, no Rio Grande do Norte, é conhecida pelo visual impressionante criado pelo encontro do Rio Curimataú com o oceano.

O cenário é simplesmente maravilhoso.

Águas calmas, coqueirais, barcos de pescadores e um clima de tranquilidade que faz qualquer pessoa desacelerar automaticamente.

Barra do Cunhaú também é muito conhecida pelos passeios de barco, pelos manguezais e pelas áreas perfeitas para esportes náuticos.

O pôr do sol ali tem uma beleza difícil de explicar.

Depois de um dia inteiro pedalando, sentar perto do rio observando o movimento da água e sentindo o vento vindo do mar foi uma experiência incrível.

O cicloturismo transforma o caminho

Esses três dias de viagem me lembraram mais uma vez por que gosto tanto de viajar de bicicleta.

Não é apenas sobre chegar.

É sobre sentir.

Sentir o vento.
Sentir o esforço.
Sentir o silêncio da estrada.
Sentir o corpo cansado depois de um dia inteiro pedalando.
E principalmente sentir a vida acontecendo de verdade.

Cada trecho dessa viagem trouxe paisagens incríveis, mas também trouxe reflexões, aprendizados e aquela sensação de liberdade que só quem vive o cicloturismo entende.

Conclusão

Entre Pitimbu, Cabedelo, Barra do Camaratuba e Barra do Cunhaú, encontrei muito mais do que praias bonitas.

Encontrei natureza preservada, cultura, história, desafios e momentos que ficarão guardados para sempre na memória.

O Nordeste brasileiro é um espetáculo para quem ama viajar de bicicleta.

E quanto mais eu pedalo, mais tenho certeza de que a estrada sempre entrega muito mais do que a gente imagina.

Acompanhe aqui cada etapa dessa trajetória. Se tiver sugestões de conteúdo ou interesse em conversar, deixe seu comentário aqui.

Ficarei extremamente agradecido pelas sugestões e feliz em responder.

P.S. Como tudo o que é bom deve ser compartilhado com os amigos, que tal compartilhar este link com os seus?

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Continue lendo

Artigos Relacionados

Newsletter

Inscreva-se na nossa newsletter e receba nosso conteúdo na sua caixa de entrada

*Seu e-mail está seguro conosco, não fazemos SPAM